Violência contra a mulher é crime. Não se cale. Denuncie. Ligue 180.

Não é moda dizer que tudo é feminicio, isso é real e estatistico

Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, uma mulher é vítima de violência física a cada 4 minutos no Brasil. E o mais alarmante: em 8 de cada 10 casos, o agressor é alguém conhecido — companheiro, ex ou parente próximo. Juliana agora é mais um rosto entre os milhares que estampam as estatísticas da dor.

No Paraná, o número de denúncias de violência doméstica cresceu 27% em um ano, reflexo não de um aumento dos casos, mas da coragem das vítimas em denunciar e da atuação das redes de apoio. Mas ainda é pouco diante da magnitude do problema. Para cada denúncia, estima-se que 10 casos sequer cheguem à delegacia.

O caso de Juliana não pode ser apenas mais um. Igor precisa ser responsabilizado com o rigor da lei, mas mais que isso: o Brasil precisa entender que não há “casos isolados” quando a cultura da violência é tolerada. A cada agressão silenciada, o próximo ato de covardia já está sendo ensaiado.

Juliana sobreviveu. Mas quantas não têm essa chance? Que o grito dela ecoe ( no sentido figurado, pois seu depoimento foi dado escrito, já que a total destruição dos seus machucados a impedem de fala), até se transformar em justiça, em mudança, em proteção real para todas. O elevador foi a cena do crime — mas a estrutura que permite esse tipo de violência é o verdadeiro culpado.

Hoje preso, Igor está em uma cela isolada com medo de sofrer algum tipo de violência, seria cômico se não fosse tragico, e ainda existem pessoas que acreditam que feminicídio é mimimi, que qualquer ” tapinha de homem”, é tentativa de homicídio, e é,

Em uma simples busca no google é possivel ver se é ou não real o que vem acontencendo à tempos e nenhuma providência eficaz é tomada.

Realmente hoje em dia tudo é feminicídio!!! Porque os homens estão com a certeza da impunidade, de que alegar surto, violenta emoção, ou dizer que tem um filho autista os dá beneficios e até mesmo a chance de responder em liberdade.

Como se não bastasse todos os absurdos e atrocidades que vemos todos os dias de casos como o da Juliana, ainda tem a questão de que esses homens, são campeões de cartas nos presidios, recebem visitas intimas e ainda se casam,

Até quando nosso código penal brasileiro vai passar pano para os feminicidas?