Um pedido de anos
São José dos Pinhais, vai ganhar uma nova estação rodoviária. Ficará ao lado do Terminal Central, localizado na Rua Norberto de Brito, no Centro da cidade. O espaço está em fase de licitação para a concessão das áreas comerciais da futura rodoviária. O processo será definido no Pregão Eletrônico nº 137/2025, marcado para a próxima terça-feira (9).
De acordo com a prefeitura da cidade, o projeto da nova estação surge como resposta à demanda crescente da população por transportes intermunicipais e interestaduais. Atualmente, muitos embarques e desembarques ocorrem às margens da BR-376, um ponto considerado crítico por conta do fluxo intenso de veículos e do risco elevado de acidentes. A proposta, portanto, é oferecer uma alternativa mais segura e organizada.
Além de ampliar as opções de mobilidade, a rodoviária vai facilitar a vida de passageiros que já circulam pelo Terminal Central. A entrada dos ônibus será feita pela Rua Doutor Claudino dos Santos, local onde funcionava a parada do Pinheirão, que será desativada.
A estrutura terá capacidade para receber dois ônibus ao mesmo tempo, com paradas paralelas à Rua Paulo Leme do Prado. Confira o desenho preliminar da estrutura abaixo:

Os passageiros também contarão com sala de espera, guichês para a compra de passagens e uma estrutura de atendimento que será definida a partir do resultado do processo licitatório.
O processo será realizado na modalidade conhecida como pregão negativo, em que vence o participante que apresentar o maior valor de outorga, ou seja, quem oferecer mais recursos à administração municipal terá o direito de explorar comercialmente as áreas da rodoviária. O edital prevê um valor máximo de outorga fixado em R$ 1.000,00, servindo como referência inicial para a disputa.Essa modalidade tem respaldo jurídico e já foi validada pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) e pelo Ministério Público de Contas do Paraná (MPC-PR). Ambos os órgãos entendem que o pregão negativo pode ser utilizado em licitações voltadas à concessão de uso de bens públicos, desde que sejam estabelecidos critérios objetivos de desempenho e qualidade. Além disso, deve haver previsão legal ou autorização legislativa quando o bem em questão for imóvel, como é o caso da nova rodoviária.