No Paraná já registra possivel caso de internamento
Fiscalizações recentes no Paraná têm reforçado uma triste realidade: a circulação de bebidas falsificadas — muitas vezes adulteradas ou produzidas em condições insalubres — representa um risco crescente à saúde pública. As autoridades defendem que nem sempre é preciso haver casos confirmados para que o perigo fique evidente; sinais de alerta, operações policiais e recomendações das agências reguladoras já mostram o tamanho do problema.Alerta por metanol: intoxicação séria, efeitos devastadoresEmbora não haja, até o momento, registros confirmados de intoxicação por metanol em bebidas falsificadas no Paraná este ano, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) emitiu um alerta em função de surtos recentes em outros estados.
O metanol, também chamado álcool metílico, é uma substância tóxica usada em setores industriais, que pode provocar, quando ingerido:náuseas, vômitos e dores abdominais;dificuldades motoras, tontura e confusão mental;entre 6 a 24 horas após o consumo, visão turva, fotofobia, dilatação das pupilas, possível cegueira, convulsões ou coma;em casos extremos, morte.
As autoridades têm agido para coibir a falsificação de bebidas alcoólicas e não alcoólicas em vários pontos do estado:Em Cambará, mais de 22 mil garrafas de cerveja com rótulos adulterados foram apreendidas.
No município de Colombo, foi fechada uma fábrica clandestina responsável por produzir cerca de 18 mil garrafas de cerveja falsificadas, que trocava rótulos de origem duvidosa por marcas conhecidas.
Em Capanema, no Sudoeste, polícia prendeu suspeitos de comandar um esquema de fabricação clandestina de uísques e cervejas falsificadas; foram encontrados rótulos falsos, garrafas reutilizadas e equipamentos usados para adulterar bebidas.
A falsificação de bebidas vai além da simples violação de direitos do consumidor: pode representar ameaça grave à saúde pública. Ainda que até agora não haja grandes surtos confirmados de intoxicação por metanol no estado, os indícios de produção clandestina, apreensões em massa e alertas oficiais sinalizam que o risco existe. Combater esse problema exige articulação entre fiscalização, ação policial, vigilância sanitária e conscientização da população. Somente com essas medidas será possível reduzir de fato os perigos das bebidas falsificadas.