Curitibana presa por tráfico internacional se diz arrependida

Amanda mandou carta a família contando o que aconteceu

A curitibana Amanda Alves Moreira, de 26 anos, que está presa no centro de detenção de Fleury-Mérogis, nas proximidades de Paris, na França, acusada por tráfico de drogas e de pessoas, pediu perdão à família em carta manuscrita obtida com exclusividade pela reportagem da Ric.

Na carta, Amanda conta que foi condenada a seis meses de prisão na França e mais seis meses no Brasil, e admite que foi pelo crime de tráfico internacional.

A família ficou sem contato com Amanda por quase duas semanas, tempo em que ela chegou a ser dada como desaparecida. A informação da prisão foi confirmada pelo Consulado-Geral do Brasil em Paris, na última terça-feira (4).

Acompanhante de luxo, Amanda contou na carta que está presa desde 24 de outubro e que sente “muitas saudades”. A carta foi escrita no dia 30 de outubro.

Na mensagem, ela diz para a família não se preocupar e pede ajuda para conseguir um “advogado especialista em tráfico” e que “fale francês”. “Talvez ele possa me ajudar a sair antes ou até pegar liberdade”, afirmou. De acordo com o comunicado oficial do consulado, a curitibana não pode realizar ligações telefônicas.

Amanda disse chorar “dias e noites” e sentir saudades de todos da família, inclusive do cachorro de estimação chamado Piteco. Afirmou ainda ter aprendido com o erro e que pensa a todo instante em voltar para casa.

Amanda estava desaparecida desde o dia 24 de outubro. Antes de perder o contato com a família, ela havia enviado à mãe uma localização de Campo Grande (MS) e a foto de um passaporte, o que levantou suspeitas de que estivesse viajando.A jovem saiu de Curitiba (PR) com uma mala rosa, mas imagens registradas em Guarulhos (SP) mostraram que ela apareceu deixando um hostel com uma mala preta, antes de embarcar em um carro e desaparecer.A família chegou a registrar boletins de ocorrência em Curitiba e em São Paulo. Segundo uma amiga, Amanda teria sido aliciada por um homem que prometeu custear passaporte, passagens e hospedagem de cinco dias na Europa.