Espaço AMA atendimento para pessoas com neurodivergência em São José dos Pinhais

Mais de 300 crianças e adolescentes que aguardavam na fila do SUS passaram a receber acompanhamento especializado.

O Espaço de Atendimento Multiprofissional para Autismo (AMA), desenvolvido pelas secretarias municipais de Educação e Saúde, tem ampliado o suporte às pessoas com neurodivergência em São José dos Pinhais. Somente neste início de ano, mais de 300 crianças e adolescentes de até 21 anos, que estavam na fila do SUS, passaram a receber atendimento.O trabalho começa com avaliação especializada, diagnóstico e estudo de caso, seguido de encaminhamento para clínicas credenciadas, garantindo acesso mais rápido e qualificado às terapias necessárias.“Nosso compromisso é fortalecer esse trabalho cada vez mais, garantindo um serviço de qualidade, efetivo e acessível para quem precisa”, afirma a secretária de Educação, Fátima Cardoso.

A equipe do AMA é formada por profissionais de diversas áreas, como psicologia, serviço social, fisioterapia, nutrição, educação física, terapia ocupacional, fonoaudiologia e psicopedagogia todos capacitados para o atendimento humanizado à neurodiversidade.“É um trabalho multiprofissional que faz toda a diferença no desenvolvimento das pessoas com neurodivergência e no suporte às famílias”, destaca o secretário de Saúde, José Dalmi Dissenha.

O novo formato, que inclui clínicas credenciadas, têm acelerado significativamente os atendimentos.“Fomos bem acolhidos no espaço AMA, passamos por avaliação com os profissionais, fomos encaminhados para a clínica e já estamos na sexta sessão de terapia. É um trabalho essencial, que faz toda a diferença para nossas crianças e para nós, famílias”, relata Zeni Aparecida, mãe de uma criança de cinco anos com autismo nível 2.

Atendimento AMA

Os encaminhamentos parao atendimento no AMA são feitos pelas unidades básicas de saúde (UBS) de referência. Para entrar na fila, é necessário ter laudo médico de neurodivergência e uma solicitação formal para terapias multiprofissionais.“Com o laudo e a solicitação em mãos, o responsável deve procurar a UBS onde a criança é atendida. A partir disso, ela é incluída na fila de espera da AMA”, explica a enfermeira Nayla Gural, que coordena o Espaço AMA juntamente com a pedagoga Ariane Pissaia.