Policia acredita que Stella tenha sido levada por acaso
O suspeito de envolvimento no desaparecimento das primas Sttela Dalva Melegari Almeida e Letycia ambas de 18 anos, no interior do Paraná, tem uma ficha criminal que inclui condenações por crimes como tráfico de drogas e roubo agravado, além de dezenas de passagens pela polícia desde a adolescência. Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, é considerado foragido e está sendo procurado pela polícia tanto pelo desaparecimento das jovens quanto por uma condenação por por roubo. A defesa dele não foi localizada.
O desaparecimento das duas primas foi registrado em 23 de abril pelas mães, em Cianorte, no interior do Paraná. Elas haviam saído com o suspeito para uma festa. Desde então, as buscas pelas jovens estão sendo feitas pelas polícias Civil e Militar. O último contato delas com as famílias ocorreu no fim da noite de 20 de abril, mas, na madrugada do dia 21, a jovem Sttela ainda publicou uma foto em uma rede social na qual o suspeito e ela aparecem Letycia foi apenas marcada na publicação.
Segundo a polícia, a relação com o suspeito era mantida por Letycia. Stella teria ido apenas como companhia, sem qualquer vínculo anterior com o homem que hoje é considerado o principal suspeito pelo desaparecimento das duas. Uma amiga próxima de Letycia confirmou à reportagem que a jovem já saía com “Dog Dog” desde o ano passado e o descrevia como alguém que aparentava ser tranquilo.
Essa mesma amiga também deveria ter saído com o grupo naquela noite, mas afirmou que eles não passaram para buscá-la, como estava combinado. Com o avanço das investigações, a Polícia Civil passou a trabalhar com a suspeita de que as duas primas foram assassinadas.Dentro dessa linha, investigadores consideram que Stella pode ter sido uma vítima circunstancial — morta apenas por estar ao lado da prima naquele momento. A hipótese reforça a tese de que ela teria se tornado uma testemunha indesejada. O caso traz ainda uma coincidência dolorosa para a família.
O pai de Stella está desaparecido há 13 anos. Ele sumiu durante uma viagem de trabalho a Belém, no Pará, e nunca mais foi localizado. Agora, mais de uma década depois, a família enfrenta novamente a angústia de um desaparecimento cercado por mistério. Segundo o delegado responsável pela investigação, a força-tarefa reúne um volume expressivo de informações e dados técnicos que vêm sendo analisados para esclarecer o caso. Nos últimos dias, equipes realizaram buscas na região de Paranavaí, mas até o momento nenhum vestígio das jovens foi encontrado. Enquanto isso, o principal suspeito segue foragido.
Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, teve a prisão temporária decretada pela Justiça. As investigações apontam que ele levava uma vida dupla em Cianorte, usando identidade falsa e morando em uma chácara afastada. Com extensa ficha criminal, ele já cumpriu cerca de sete anos de prisão e acumula passagens por tráfico de drogas, roubo e outros crimes graves. A Polícia Civil segue em diligências e pede que qualquer informação que possa ajudar na localização do suspeito ou das jovens seja repassada anonimamente pelos telefones 181, 190 ou 197.
