Corredores enfrentaram o percurso da prova com ventos que chegaram a 25 km/h no Litoral, segundo o Simepar. Chuva deu trégua neste domingo
A Maratona Internacional do Paraná (MIP) teve o segundo dia de provas neste domingo (3), com os percursos de 10km e 42 km, reuniu cerca de 9,1 mil atletas e distribuiu R$300 mil em prêmios. Os brasileiros lideraram o pódio da prova de 42 km e são os grandes vencedores da maratona, com os primeiros lugares ocupados por José Márcio Leão da Silva (BA) e Franciane dos Santos Moura (AM). Considerada a maior corrida da história do Paraná, com o total de 20 mil inscritos, a prova movimentou as cidades de Guaratuba e Matinhos com percursos desafiadores e a travessia pela Ponte de Guaratuba como principal destaque. Rajadas de vento, que, segundo o Simepar, chegaram a 25 km/h, foram mais um desafio da MIP. José Leão, vencedor dos 42 km, ressaltou a dificuldade do percurso e comemorou o resultado. “É minha primeira corrida aqui no Paraná, mas é claro que já corri outras. Venci o percurso que estava muito difícil, com muita subida, então, dificultou um pouco, também tinha muito vento, mas, até os 30, eu consegui manter o ritmo, e graças a Deus, consegui liderar no 32 e cheguei bem. Agradeço primeiro a Deus. Só ele sabe da dificuldade de correr uma maratona, mas estou muito feliz. Quero agradecer a todos”. A vencedora da prova feminina, Franciane, afirmou estar feliz pela vitória. “Foi um percurso muito difícil, mas graças a Deus eu representei muito bem o Brasil e é um grande privilégio ser a vencedora da 1° Maratona Internacional do Paraná só gratidão ao meu treinador e a todos que torceram por mim”. O grande diferencial da MIP é o trajeto que passa pela nova Ponte de Guaratuba, principal cartão-postal da corrida. Todos os percursos incluem a travessia pela estrutura, transformando a experiência em uma combinação de esporte, paisagem e realização em um dos projetos de infraestrutura mais emblemáticos do Estado do Paraná. Os responsáveis pela organização da prova comemoram os resultados e a aprovação dos atletas envolvidos. Para Marcos Pinheiro, diretor técnico da MIP, toda a equipe envolvida atuou com excelência. “Construímos esse time durante o tempo para fazer a entrega de qualidade com um nível de satisfação enorme. O governo do Paraná nos ajudou desde o começo”.
João Guilherme Leprevost, organizador e idealizador da prova, ressalta que a comemoração é dupla e envolve, além do sucesso da MIP, a inauguração da ponte. “Foi um enorme sucesso, mais de 20 mil pessoas inscritas, dois dias de prova, todo mundo muito feliz com a inauguração da Ponte da Vitória, a Ponte de Guaratuba. Então nós temos que comemorar e é um motivo de alegria para todos os paranaenses, para todo o povo do litoral que frequenta aqui, que mora aqui”.
PERCURSO
Na maratona completa (42 km), o percurso concentra duas subidas fortes antes e depois da travessia, responsáveis por um ganho total de elevação de 232 metros.
10 km – 202 m·
42 km – 232 m
https://www.strava.com/routes/3433506847096979352
PREMIAÇÃO
A premiação total anunciada pela organização ultrapassa R$ 300 mil. O destaque fica para os campeões da maratona (42K), que receberam R$ 50 mil cada nas categorias masculina e feminina, além de bônus de R$ 10 mil para o primeiro brasileiro e a primeira brasileira, totalizando o prêmio de R$ 60 mil para os dois primeiros que cruzaram a linha de chegada.

O também brasileiro, Ederson Vilela, que ocupa a segunda colocação na Maratona falou sobre a competição. “Foi uma prova difícil, o clima pesou bastante, a ventania me suga, senti demais, eu tentei fazer a primeira parte mais ousada, mas o vento acabou me segurando demais e fui obrigado a dar uma segurada. Na hora em que o José Márcio encostou eu já senti um pouco o desgaste, mas cada prova é uma prova, estou feliz. Hoje ele foi o melhor, venceu, parabéns a ele, a competição é isso, mas estou muito feliz de estar nessa segunda locação”. Givaldo Santos foi o vencedor dos 42km entre os atletas com deficiência. “Foi um pouco complicado porque o vento é o contrário, mas é só baixar a cabeça em cima dos braços. Na volta deu para vir em até 30 km por hora. A ponte foi um espetáculo, uma realização de sonhos através dessa ponte”.
