DENÚNCIA, VIOLÊNCIA, HUMILHAÇÃO E ABUSO DE PODER EM SÃO JOSÉ DOS PINHAIS

Mais uma vez o Super Muffato é envolvido em caso de agressão.

O que aconteceu no último sábado dia 31 de janeiro, no Supermercado Muffato, em São José dos Pinhais, não é apenas um erro. É um crime. É violência. É abuso. É despreparo. E é algo que não pode ser tratado como um simples mal-entendido.Uma mulher, voltando do trabalho, entrou no mercado para comprar alguns itens. Ao verificar os preços, decidiu não levar os produtos, deixou tudo dentro da cestinha e saiu normalmente do estabelecimento, sem nenhum item em mãos, sem sequer mexer em sua bolsa. Minutos depois, já fora do mercado, uma funcionária afirmou ao responsável pelo estacionamento que ela teria furtado produtos, ordenando que fosse contida.Sem qualquer prova.Sem abordagem correta.Sem diálogo.Sem protocolo. Sem preparo.Sem humanidade. Essa mulher, que vinha de um plantão de trabalho, abriu a bolsa apenas para trocar o calçado tirando um chinelo para caminhar mais confortável e guardando o salto dentro da bolsa, e isso foi o estopim. As imagens mostram claramente que ela seguia em direção à sua casa.Nesse momento, ela foi violentamente abordada por um homem que arranca a camisa, a pega pelo pescoço, a imobiliza com brutalidade e a força a retornar. Ela relatou que, naquele instante: achou que estava sendo assaltada, achou que poderia ser sequestrada, achou que algo ainda mais grave poderia acontecer.

O agressor agiu com truculência, mandando que ela ficasse quieta, sem explicar nada, sem se identificar, sem qualquer procedimento legal. Ela foi segurada pelo pescoço, ficou com marcas, dores físicas e um trauma psicológico profundo. No meio da rua. À vista de todos.

Exposta.Constrangida.Humilhada.

Outro funcionário do mercado chegou depois, revistou a bolsa e afirmou: “É a pessoa errada. Ela não fez nada. ”Mas o dano já estava feito. As pessoas ao redor viram a cena. Viraram testemunhas de uma abordagem violenta. E, naturalmente, passaram a acreditar que ela era uma criminosa. Além da violência física, houve violência moral, psicológica e social.

Hoje, essa mulher:não consegue dormir direito em não consegue trabalhar normalmente, esta vivendo com medo, está traumatizada carrega marcas no corpo e na mente

Tudo isso porque alguém decidiu acusar sem prova

Porque funcionários despreparados agiram como justiceiros

Porque não houve protocolo, cuidado, respeito, empatia ou legalidade.

Isso não é segurança.

Isso não é abordagem.

Isso não é procedimento.

Isso é abuso de poder, violência e negligência institucional.

Uma mulher foi agredida.

Uma mulher foi exposta.

Uma mulher foi humilhada.

Uma mulher foi traumatizada.

Uma mulher foi violentada em plena via pública por um erro, por uma acusação falsa, por despreparo.

Isso é grave. Isso é crime. Isso exige resposta. Isso exige responsabilização.

Isso exige justiça.

Porque nenhuma mulher pode ser tratada assim.

Porque ninguém pode ser acusado sem prova.

Porque segurança não é violência.

Porque abordagem não é agressão.

Porque erro não justifica brutalidade.

O silêncio também é violência.

E essa história não pode ser silenciada.

Justiça. Respeito. Responsabilização. Humanidade.